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ENQUETES E DEBATES
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OPNIÕES
ATENÇÃO ESTUDANTES! Justiça suspende TAC – Termo de Ajuste de Conduta firmado entre Unitins, MEC e MPF A Justiça Federal suspendeu os efeitos do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério da Educação (MEC). A ação foi movida pela Sociedade Civil de Educação Continuada Ltda – EADCON. O termo firmado prevê, entre outros, a transferência dos acadêmicos para outras instituições até 29 de julho. Todavia, ainda cabe recurso à decisão.
A UNITINS ainda não foi notificada da decisão. No entanto, a reitora da universidade declarou que estaria indo à Brasília conversar com o ministro da educação sobre outra possível solução para que não houvesse a transferência dos alunos.
O caráter de liminar da ação foi justificado pela EADCON sob o argumento de que sua sobrevivência depende, “ exclusivamente, dos recursos oriundos do pagamento das mensalidades pelos alunos”. Ainda destaca o risco de 5.778 funcionários dos centros associados e pólos presenciais perderem seus empregos. No mérito a EADCON pede que a Justiça suspenda, “de forma definitiva”, os efeitos do TAC e ainda que os réus sejam condenados ao pagamento de indenização por danos materiais e morais. A liminar foi concedida pelo juiz federal Adelmar Aires Pimenta da Silva que considerou que os termos em questão “atingem diretamente a esfera jurídica da EADCON”, e que, ainda assim, esta entidade não participou do referido TAC. “Qualquer ajuste para solucionar a questão deveria passar, necessariamente, pela anuência da EADCON”, considera.
Para o juiz, o TAC, “além de colocar em risco a própria sobrevivência da demandante [EADCON], tem potencialidade para atingir milhares de alunos, professores e empregados da demandante em todo o território nacional”. Assim foi destacado ainda que um simples termo de ajustamento de conduta não poderia solucionar essa questão. “Toda essa confusão, que vem colocando em desassossego milhares de alunos, professores, empregados deveria ter sido judicializada para a solução definitiva do litígio”, afirmou o juiz.
A UNITINS informou que vai se manifestar assim que for notificada. Já o Ministério Público Federal foi consultado e, também por meio de sua assessoria de comunicação, informou que vai se inteirar da decisão para posteriormente se manifestar.
Fonte: Cleber Toledo - Notícia acessada em 11/05/09 17h20
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 19h48
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RESPOSTA DA EADCON AOS ESTUDANTES SOBRE DECISÃO QUE A UNITINS TOMOU EM SEGUIR RECOMENDAÇÕES DO MEC

Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 14h33
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DEBATE DECISÓRIO
Jornal Nacional apresenta reportagem sobre UNITINS. Universidade irá transferir seus alunos Os 180 inspetores do Ministério da Educação têm a missão de fazer este ano o diagnóstico de todas as instituições que oferecem esse tipo de curso superior. “Ao MEC, só interessa a oferta de educação a distancia de qualidade. Isso é um ponto pacífico e claro para a gente”, afirmou Carlos Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC. Márcia Rodrigues é estudante de Pedagogia da Fael, Faculdade Educacional da Lapa, do Paraná, reclama que os professores demoram muito para tirar dúvidas mandadas por e-mail. Sônia Martins desistiu de fazer Serviço Social na Fundação Universidade do Tocantins, a UNITINS. “A faculdade não dava o suporte que o aluno precisava. Achei o material super-ruim, fizemos diversas reclamações, não fomos atendidas, então acabei desistindo da faculdade”. O crescimento sem controle dos cursos de educação a distância é uma das explicações para as queixas sobre a qualidade do ensino. Nos últimos cinco anos, o número de alunos da UNITINS pulou de 6 mil para 92 mil. Ainda segundo o MEC, a UNITINS deveria se responsabilizar por toda a parte acadêmica, o que não ocorre. Parte dos tutores de sala foi subcontratada por uma empresa parceira, a EADCOM, configurando-se uma situação irregular. Numa carta à TV Globo, a direção da EADCOM afirma que o projeto de parceria está funcionando segundo o que foi aprovado pelo MEC em 2004, portanto não há ilegalidade. Diz que o MEC mudou as regras em 2007 e que a EADCOM está disposta a fazer as modificações necessárias. Por sugestão do MEC, a UNITINS suspendeu novos vestibulares. O Ministério Público luta para que os alunos deixem de pagar mensalidades. A reitora da UNITINS, Jucylene Borba diz que a cobrança de mensalidade não é ilegal, já que a faculdade é fundação pública de direito privado. Mas promete rever a parceria e tornar o ensino gratuito. “Nós precisamos, enquanto UNITINS, ter o controle acadêmico, todo o controle de dados, todo o controle de orientação metodológica do ensino que é ofertado. O interesse governamental é de ofertar um ensino de qualidade. Se para ofertar um ensino de qualidade for necessário fazer as alterações que o Ministério da Educação está recomendando, que a gente melhore, que a gente aprimore, nós vamos fazer”.
Num acordo firmado esta semana com o MEC, a UNITINS se comprometeu a não matricular novos estudantes com cobrança de mensalidade e vai TRANSFERIR OS ATUAIS ALUNOS PARA OUTRAS INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS ATÉ JULHO DE 2009.
Das outras 12 universidades com problemas, cinco assinaram acordos para corrigir as falhas. Sete ainda discutem uma solução com o governo. “As instituições estão mudando os seus procedimentos para que elas possam atingir os patamares de qualidade exigidos pelo MEC. Caso contrário, elas não vão poder continuar operando”. Para garantir qualidade, o ensino a distância deve ter, segundo o MEC, pólos com profissionais capacitados, computadores ligados à internet e biblioteca, além de material didático diversificado, sobre todo o conteúdo do curso. Professores precisam estar sempre disponíveis para tirar dúvidas e as provas têm que ser feitas na sala de aula. Combater os cursos ruins é o caminho para diminuir o preconceito. Em São Paulo, o Conselho Municipal de Educação vetou a contratação de professores formados a distância. A associação dos estudantes protesta. “As leis federais que garantem a educação a distância não discriminam o aluno presencial e o aluno à distancia. É um mito, um preconceito, que nós precisamos derrubar inclusive no poder público”, declarou Ricardo Holz, da Associação de Alunos de Educação a Distância. “O curso a distância é o futuro da educação, seja para apoiar a educação presencial, seja para permitir que seja feita uma educação simplesmente nessa modalidade”, disse Stravros Xanthopoylos, diretor executivo da FGV-on line. A Fael, mostrada na reportagem, prometeu resolver as falhas do plantão de dúvidas. Das sete instituições que estão em negociação com o governo, a Fatec Internacional, a Facinter, a Uni-Cid, a Ulbra, a Uni-Ube declararam que vão seguir as recomendações do MEC. A Unit e a Univali afirmaram que ainda não receberam a convocação para fazer os acordos. Atenção alunos da UNITINS, Acessem o site da faculdade www.unitins.br , assim que acessarem o site, abrirá uma janela e um vídeo da reitora será carregado com maiores explicações sobre a decisão da universidade.
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 14h19
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DEBATES
Olá pesosal, No site: www.midiaindependente.org Mais precisamente no endereço: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/12/341548.shtml Existem uma nota de “Manifesto ABEPSS, ENESSO e CFESS em relação aos cursos à distância” Nessa nota, várias pessoas postaram seus comentários, dentre elas, a professora Cristina Prestes, da Unitins. Portanto, compartilho aqui com vocês as palavras dela escritas naquele site: Um olhar de dentro Por Cristina Prestes Em 16 de abril de 2009 Mesmo não sendo aqui, o lugar ideal para aprofundar nesse debate, não pude resistir em me manifestar, pois, ninguém melhor para falar sobre a EaD, senão as pessoas que estão vivenciando. Sou assistente social e professora da Unitins na modalidade EaD e, como profissional, venho também sentindo os problemas existentes nessa modalidade de ensino. Contudo, há um equívoco muito grande em atrelar a Ead à falta de qualidade como se o presencial fosse sinônimo de qualidade, o que sabemos que é uma inverdade, pois já lecionei no presencial (graduação e pós-graduação) e o analfabetismo funcional é uma realidade. No entanto, culpabilizar os acadêmicos (presencial ou EaD) porque chegam ao nível superior sem saber interpretar e/ou produzir um texto, é o mesmo que ver somente a ponta do iceberg, já que é uma deficiência que vem desde o ensino fundamental, ou seja, é estrutural, devido uma educação precarizada que não oferece os mínimos níveis de qualidade desde os primeiros anos escolares. Os problemas de qualidade no ensino superior (presencial ou EaD) são muitos, ficando inviável enumerá-los aqui, os quais são agravados por esse déficit educacional que reflete diretamente na graduação e pós-graduação. Especificamente sobre a discussão da EaD, pode sim ter muita qualidade, desde que seja bem gerida e que disponha de estrutura física e acadêmica aos alunos e que os mesmos, por sua vez, desempenhem com responsabilidade seu papel pró-ativo na formação. Assim, é uma oportunidade de acesso, inclusão e democratização do ensino no país e há experiências precursoras muito bem sucedidas em outros países, como Espanha, Japão e outros.
Gostaria de esclarecer aqui, em meu nome e tomo a liberdade de falar em nome dos demais colegas professores, que não estamos alheios aos problemas que existem na EaD especificamente no caso da Unitins, longe disso, estamos próximos deles e sentido na pele os seus efeitos e estamos lutando dentro de nossa governabilidade e limites estruturais e institucionais, para dar maior qualidade e efetividade à essa modalidade de ensino, que é uma realidade, independente de você concordar com ela ou não, e como tal, é um espaço de trabalho para o assistente social conforme preconizada na lei de Regulamentação da Profissão n°. 8662 de 7 de junho de 1993, Art. 5°, item V, onde afirma é atribuição privativa do assistente social ?assumir, no magistério de Serviço Social tanto a nível de graduação como pós-graduação, disciplinas e funções que exijam conhecimentos próprios adquiridos em curso de formação regular?
Somos favoráveis a mobilização do conjunto CFESS/CRESS na luta por maior qualidade na formação profissional, e lutamos para que todo o curso, assim como o estágio, seja feito dentro da legalidade assim como está expresso na Resolução CFESS 533/2008. Além disso, estamos otimistas com o posicionamento do MEC (mesmo que tardio) para regulamentar a EaD, que até então, não tinha parâmetros instituídos, dando margem a barbáries na educação, pois, se o órgão que é responsável por regulamentar e fiscalizar o ensino no Brasil não definia como devia ser, cada instituição estava ?inventando? seu próprio jeito, dando lugar a inúmeros questionamentos e falhas. O que, finalmente está sendo revisto e reestruturado desde o final de 2008, junto as universidades que oferecem EaD.
Em meio a tudo isso, o que discordo veementemente é sobre posicionamentos preconceituosos que fere profundamente princípios fundamentais de nosso Código de Ética de março de 1993, onde afirma que o fazer profissional do assistente social precisa estar voltado para o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando a o respeito à diversidade, além de garantir o pluralismo por meio do respeito às diferentes correntes democráticas e aprimoramento intelectual. Tais posicionamentos mostram-se, na maioria, infundados e generalistas e, principalmente, quando são direcionados de forma difamadora, especificamente aos alunos e professores inseridos nesse processo. Para os alunos da EaD, é a oportunidade que lhes apareceu de prosseguir nos estudos, já que cerca de 80% estavam fora do ambiente escolar há anos; para os professores, é um espaço de trabalho que precisa ser ocupado por quem acredita que é possível fazer mais e melhor por esse ensino que veio para ficar. Infelizmente, pessoas que nos atacam direta e preconceituosamente, deixam de analisar a questão macro e política envolvida nisso, o que merece uma análise bem mais profunda, qual não tenho como aprofundar nesse espaço.
Por fim, ao invés de dividir forças, como se tivéssemos numa ?queda-de-braço? entre presencial versus EaD, ou privado versus público, creio que é o momento único e histórico de unirmos forças em prol de uma educação de qualidade independente da modalidade. Quando falo unir forças, refiro-me ao envolvimento dos acadêmicos e professores de Serviço Social, dos CRESS, CFESS, MEC e demais interessados nessa discussão para buscar alternativas coerentes e plausíveis diante do ensino em nosso país. Lembre-se: não adianta ?atirar pedras?, e sim recolhê-las do caminho com muito trabalho conjunto para construirmos algo novo e bom!
Cristina Prestes Assistente Social MSc. Ciências da Educação Docente da Unitins
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 13h14
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Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 14h26
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DEBATE
O Ministério da Educação (MEC) determinou a desativação de 1.337 centros de educação à distância no País. As universidades têm o prazo de um ano para promover as melhorias, sob ameaça de descredenciamento.
Devido ao grande número de denúncias recebidas pelo MEC, deu-se início às análises dos cursos de educação à distância no país.
Das universidades englobadas no primeiro grupo de análises, quatro terão seus pólos desativados:
· Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), com 108.940 alunos matriculados.
· Faculdade educacional da Lapa (FAEL), com 12.000 alunos matriculados.
· Universidade Estadual de Tocantins (UNITINS), com 92.000 alunos.
· Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniaselvi), com 44.238 alunos matriculados.
As instituições de ensino ficam proibidas de receber matrículas para cursos desta modalidade para o próximo ano. Alunos atualmente matriculados poderão terminar o curso, sendo os pólos desativados logo após.
O primeiro grupo selecionado foi submetido por concentrar maior número de alunos nas instituições e obterem denúncias sobre os métodos de ensino e estrutura. Instituições com menor concentração fazem parte do segundo grupo de análises, já em andamento.
Os pólos desativados possuem deficiência na qualidade do material impresso didática e nos métodos de avaliação, apresentam instalações insuficientes de bibliotecas, faltam salas de estudos, laboratório e mesmo acesso a internet.
CLIQUE AQUI E VEJA A LISTA DOS PÓLOS DESATIVADOS
Fonte: http://educacao.ig.com.br
O que você acha da medida adotada pelo MEC?
A desativação de alguns pólos onde foi detectado deficiência, tanto estrutural, quanto material, pode ser considerada uma medida positiva para os estudantes?
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 20h07
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DEBATES
19ª CONFERENCIA MUNDIAL DE SERVIÇO SOCIAL:
COISAS QUE PENSEI, MAS NÃO FALEI..
Artigo retirado do Blog do Prof. Edson (disponível aqui)
Leia atentamente!
Asseguro que não é preciso dizer mais nada do que foi o debate em relação ao Ead na
grandiosa Conferência Mundial de Serviço Social.
Sobre a expressão mais falada pelos organizadores da 19º Conferência Mundial de Serviço Social, principalmente na última plenária do dia 19 de agosto, “ debate plural e respeitoso”. Mas será que foi mesmo? Parto da hipótese de que não foi tão “plural” e muito menos “respeitoso”. Vejamos algumas evidências.
Debate sobre EaD… O mesmo surge quando da apresentação na última plenária do evento onde na agenda colocada pela representante do Brasil, estava nítido com sendo um dos pontos a serem enfrentados, como desafios a categoria a “aligeração da formação profissional, em específico através da EaD…” a mesma é colocada como unicamente uma forma dos empresários ganharem dinheiro e oferecer um ensino duvidosa e sem qualidade… Diga-se de passagem, qualidade foi outra palavra em evidência…
Essa crítica fica ainda mais pesada quando seguidos comentários apresentam critica como: “ é um pseudo aprendizado…” “ é sem ética…”, “ está a serviço do capitalismo ´…” “ é alienante…”, etc.
Mais triste é quando eu novamente sem juízo, vou fazer o contra ponto, afinal temos pluralidade!!! E neste momento, a maior prova da não existência de “pluralidade” e muito menos “respeito”, fui vaiado, é isso mesmo, fui vaiado, por ter tentado colocar outro lado…
Numa segunda vez, após as criticas da representante do Brasil, que não contente com a colocação de que EaD é na agenda do Serviço Social no século XXI um dos maiores problemas, a mesma aponta outros fatores: a) formar mais profissionais do que a existência de vagas no mercado, b) cursos sem qualidade, c) sem privilegiar a dinâmica acadêmica (interação, pesquisa, ensino e extensão), d) EaD um mero instrumento de acumulação de riqueza, e) não somos contra a tecnologia e sim contra a exploração lucrativa, d) os estágios são inadequados apresentando comprometimento na formação e ao projeto ético-político profissional.
Consegui a oportunidade de falar uma segunda vez, mais uma vez, vaias, e na seqüência foi cortado o meu tempo, e não tenho outra explicação pois, após a minha prevê fala, uma outra pessoa foi “denunciar” um fato ocorrido em relação ao estágio, muito estranho ela contou uma estorinha com muitos detalhes, olhei para a mesa de coordenação ela estava olhando para o lado, e nem ai com o relógio, na minha vez, o olhar estava atento às minhas palavras e ao relógio, a não ser que para defesa dois minutos sejam mais rápidos e para o ataque e depreciação sejam mais longos, sei lá, se transforma em sete minutos talvez mais…
Por fim o mais triste é que no final de tudo, duas representantes de órgãos da categoria poderiam fechar com brilho, palavras de animo, de carinho, de fraternidade, como fez o colega norte-americano, mas não, ambas tinham que alfinetar deixando claro o ódio, o desprezo e a sina para destruir com o processo de formação profissional em EaD, como se os alunos, professores e empresários desta área, fossem assassinos, bandidos, usurpadores de direitos.
Mas infelizmente ainda não acabou, pior mesmo, foi ver alguns alunos e professores de EaD com medo, se sentido marginalizados, discriminados, pelos olhares de censura e a atitude de desprezo, ao ponto de nem se cumprimentarem, como o correu com algumas profissionais que fui encontrando ao longo do caminho em minha volta para Palmas-TO, seja no hotel onde estava hospedado, seja no aeroporto, e mesmo dentro do avião.
Conclusão. Com base nestas evidências, verifica-se que não há de fato pluralidade, não há de fato respeito, deixar só falar não é suficiente, é preciso deixar participar, ser ouvido sem ser podado ou execrado por pensar diferente, é antes de tudo ser considerado, levado em conta. Ainda temos muito que aprender sobre estes conceitos, e parafraseando um ensinamento bíblico do Apostolo João, “amigos(as) assistentes sociais, amemo-nos de fato e verdade e não só de boca…”
Por: Prof. Dr. Edson Marques Oliveira
Doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP
Mestre em Serviço Social pela PUC-SP
Bacharel em Serviço Social pela Fac. Paulista de Serviço Social de SP
Coach Internacional pela Lambent do Brasil e membro da ICC
Professor universitário, graduação e pós-graduação a 12 anos
Membro do grupo de avaliadores do INEP/ME
Consultor/palestrante junto às temáticas: gestão social, empreendedorismo e responsabilidade social, Planejamento Estratégico, Gestão de Projetos e Plano de Negócio Social, Gestão organizacional, RH e Coaching.
Vencedor Prêmio Ethos/Valor, 2007 categoria Projetor/Projeto de Extensão.
CONTATO: empreendedorsocial03@yahoo.com.br
E você?
O que acha das colocações do prof. Edson?
Os "donos" do Serviço Social estão certos em se posicionar contra ao Ensino à Distância sem ao menos terem conhecimento de fato do que se trata e como funciona esse sistema de Ensino?
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 00h00
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DEBATE
AS RAZÕES DE IVANETE BOSCHETTI, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, CONTRA O EXAME DE PROFICIÊNCIA...
Breve análise do artigo
“Exame de proficiência: uma estratégia inócua”
Ivanete Boschetti, revista Serviço Social & Sociedade, edição nº. 94 – ANOXXIX – junho de 2008.
Ivanete Boschetti inicia seu artigo abordando a expansão desmesurada de cursos de graduação a distância e presencial, o que segundo ela, coloca em risco a formação de qualidade. Afirma também que talvez se esteja vivendo a maior expressão tendenciosa das reformas neoliberais, materializadas na reforma universitária; proliferação acelerada e desordenada de cursos presenciais e a distância; estímulo à expansão do setor privado em detrimento do ensino público.
Segundo ela, o ensino a distância vive um processo de expansão acelerada com a proposta de Reforma Universitária apresentada no governo Lula, iniciada em 2003 e 2004 e está em um momento de franca expansão no âmbito das instituições privadas e públicas. Para Ivanete o ensino a distância não assegura formação com qualidade como: educação como direito de todos e dever do Estado; indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; processo formativo básico como perspectiva de totalidade e apreensão critica da realidade; realização do estágio presencial (será que ela imagina que o estágio na modalidade Ead seja como?); etc.
De acordo com um levantamento feito pelos Cress em 2007, 5 (cinco) IES (Univali, Unitins, Unopar, Uniderp e UNC) ofertam cursos em pelo menos 15 Estados. Dados divulgados pela professora Marilda Iamamoto mostram que essas instituições são responsáveis por 27.156 vagas. Se a proporção permanecer, irá dobrar o quantitativo de profissionais em dez anos, que hoje está próximo dos 74 mil Assistentes Sociais.
Novamente segundo Ivanete, o Estado estabelece normas gerais e se exime da responsabilidade e dever de regulação no que se refere ao acompanhamento e avaliação, transferindo a responsabilidade para o mercado, indivíduo e para os Conselhos das profissões Regulamentadas.
Nesse contexto, Boschetti traz a reflexão do debate sobre o exame de proficiência, que, segundo ela, é apontado como mecanismo para tentar garantir a qualidade no exercício profissional, a partir da proliferação dos cursos de graduação a distância (notem que aqui ela não usa mais como exemplo a modalidade presencial apontada no início do artigo, significa dizer que, não adianta camuflar, a intriga é sim com o ensino Ead).
16 RAZÕES DE IVANETE BOSCHETTI, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, CONTRA O EXAME DE PROFICIÊNCIA:
ü Pode induzir instituições a estruturar seus conteúdos a partir do exame
ü Provocam o ranqueamento de cursos e instituições
ü Favorecem a proliferação de cursos preparatórios para os exames
ü Responsabiliza individualmente os profissionais pela ausência de qualidade no ensino e pela omissão do Estado
ü Não são capazes de avaliar completamente o conteúdo apreendido na universidade regular
ü Não tem possibilidades de avaliar todas as dimensões inerentes ao exercício profissional, sobretudo as habilidades técnicas
ü Considera apenas uma dimensão do conhecimento
ü Pode aferir um conhecimento em determinado momento, e logo se torna defasado
ü Encobre o real problema que deve ser enfrentado: lutar pela qualificação da formação
ü Instituem uma forma de regulamentação do mercado pelo mercado
ü Não impactam na mudança da oferta e da qualificação do ensino superior
ü Contribui para a permanência de cursos ruins, pois, fortalece a perspectiva de que cabe ao próprio egresso investir na sua capacitação necessária para ingressar no mercado de trabalho (e quem deve investir no egresso? O Estado? Seria ótimo se isso acontecesse, mas, é pura utopia... Ora, cabe a cada qual buscar sua capacitação, pois faculdade presencial alguma dá certificado de garantia de introdução no mercado de trabalho)
ü Só privilegia uma elite profissional já beneficiada pela estrutura de desigualdades socioeconômicas
ü Atribui aos Conselhos uma responsabilidade de “controle de qualidade” sendo que a função desses é a fiscalização do exercício profissional
ü Pode incitar animosidades entre os profissionais e o conjunto CFESS/CRESS
ü Dificuldades operacionais e práticas para que os Conselhos realizem os exames, pois o custo é alto, valor da inscrição seria elevado, as provas teriam que ser pelo menos duas ou três vezes ao ano (o que sobrecarregaria os Conselhos, segundo ela).
E você? O que acha das colocações da presidente do Conselho Federal de Serviço Social?
VOCÊ É A FAVOR OU CONTRA O EXAME DE PROFICIÊNCIA?
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 21h29
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ENQUETE

Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 19h39
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DEBATES
“Casa de ferreiro espeto é de pau”
Por Edson Marques Oliveira - Prof. Dr da UNITINS
http://blogs.universia.com.br/profedson/
Caros colegas, não é possível deixar passar em branco mais um posicionamento absurdo da nossa categoria.
Confirmando a minha tese de que “em casa de ferreiro espeto é de pau”, é igual no Serviço Social. No ultimo dia 11, fiquei sabendo de um fato que é inédito, as pessoas se superam: conseguem ter pré-conceito do pré-conceito. Em vários sites dos Conselhos Regionais de Serviço Social, mais em específico do CRESS de SP, no painel de empregos, é apresentada uma vaga na área da saúde para assistentes sociais. Até ai, nada de novo, mas o anuncio trazia como um dos requisitos para concorrer à vaga:
Instituição/empresa:
O Hospital Universitário da USP
Descrição:
Processo Seletivo Salário R$3.134,22 Regime CLT
Requisitos:
Possuir o curso de graduação em Serviço Social, na MODALIDADE PRESENCIAL, com carga horária mínima fixada pelo MEC Registro no CRESS. Conhecimentos de informática. Informações completas e ficha de inscrição através do edital HU 59/2008
Site: http:// www.hu.usp.br
Notem, um salário razoável, uma área interessante, mas atenção para o item requisitos: “possuir o curso de graduação em serviço social, na modalidade presencial”. Eu posso estar errado, sei lá, síndrome de perseguição, como já me falaram uma vez, mas o pessoal consegue ter pré-conceito mesmo não tendo pessoas formadas na modalidade EaD, ou seja, pré-pré-conceito. E me desculpe as colegas, mas já trabalho a mais de 20 anos área organizacional, principalmente em RH, fiz uma ocasião uma pesquisa sobre os anúncios de vagas para assistentes sociais, inclusive de jornais deste mesmo conselho, que fiz parte um dia como membro de uma de suas diretórias, e nunca vi este tipo de “requisito”. Meus amigos e amigas, onde vamos parar???? É preciso ter uma visão mais ampla e contextualizada pois, já existe RESIDÊNCIA MÉDICA À DISTÂNCIA, JUIZES ESTÃO JULGANDO PRESOS À DISTÂNCIA, E VARIOS OUTROS TIPOS DE SERVIÇOS SÃO REALIZADOS NA MODALIDADE À DISTÂNCIA POR UMA VARIEDADE ENORME DE PROFISSIONAIS SEM NENHUMA PERDA DE “QUALIDADE”.
Muitos afirmam que ser formado, tanto na graduação como na pós-graduação na modalidade presencial, é que dá mais “qualidade à formação profissional”. Alguns dizem que até aceitam pós- semipresencial, outros até toleram pós em EaD, mas graduação jamais…Na verdade, tanto pós-graduação como graduação, o que temos que entender é que o termo, distância é mais um conceito pedagógico do que físico e geográfico, e sinceramente, o fato da pessoa estar presente não significa que o seu aproveitamento será melhor. Na verdade, eu tenho cada vez mais me decepcionado com alunos, principalmente de pós-graduação, não só de Serviço Social, que é presencial no projeto pedagógico, pois uma grande parte, não todos é claro, mais faltam e se ausentam do que efetivamente participam do processo.
Quando não, esta com o corpo presente (tipo velório) mas a mente e alma estão em outros lugares. Logo, estar presente, ou semipresente, não quer dizer que seja sinônimo de “qualidade”. Além do que, o curso à distância não é para qualquer pessoa, é preciso saber se organizar e ter antes de tudo, disciplina, para organizar melhor os horários de estudo, que não se limitam as teleaulas, e também se organizar em grupos de estudos para aprofundar os elementos e tópicos programados. Neste sentido temos que abrir nossa visão e não sermos “conservadores”, problemas existem? Lógico que sim, principalmente quando algo ainda é novo, mas será que o presencial é 100%?
Lógico que não, em tudo precisamos primar pela ética, qualidade e seriedade, o que, depende mais de cada pessoa e organização. O que não dá, é dizer uma coisa e fazer outra, ou seja, casa de ferreiro… Vamos ser congruentes minha gente.
Pois acredito que temos que abrir os olhos para outras possibilidades, a EaD pode não ser a solução/salvação, mas creio que pode ser uma alternativa, na medida em que procuramos dominar essa estratégia e colocamos ela a nosso favor, ficar na negação, e no pré-pré-conceito, com certeza não trará solução, muita retórica sem efetiva ação é mera pretensão, o que não move e não transforma nada, é preciso fazer mais do que só ser contra ou a favor, além de não esquecer de que na outra ponto, os alunos e futuros profissionais formados nesta modalidade são também cidadãos, em busca de uma vida melhor e que conseguiram acessar um direito que é a educação por esta modalidade, como fica não poder concorrer a uma oportunidade de emprego por que foi formado numa modalidade que não é a presencial????? E os direitos, e a luta contra a discriminação?
Tenho Ouvido muito o seguinte argumento, “não somos contra os alunos de EaD, e sim a modalidade EaD”, mas como isso pode ser separado se os alunos fazem parte desse processo? Se alguém souber, esta aberto o espaço...
Um abraço,
Edson Marques Oliveira
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 13h35
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Pelo professor Edson Marques em relação ao curso Ead...
não deixem de ler!
Nos dias 14 e 15 de maio, participei de uma comemoração relacionada ao dia do Assistente Social. Evento realizado em Palmas- TO, promovido pelo CRESS. No dia 14 tivemos a presença da presidente do CFESS, Profa. Dr. Boscheti. Tive a oportunidade de fazer três perguntas, após ela ter considerado o curso de EaD como uma ameaça nacional ao projeto ético político do Serviço Social, ser ilegal, e não permitir a formação dentro das diretrizes e sem ética e de baixa qualidade, além de dizer que os professores de EaD não “são docentes”.
As perguntas foram:
a) para chegar às conclusões e ação do manifesto, foi realizando algum estudo, levantamento, pesquisa? Esta manifestação, esta considerando que os mais de 60.000 alunos em EaD de Serviço Social são cidadãos, e merecem o devido respeito, pelo direito e acesso a educação, como direito social?
b) se os cursos são ilegais, por que o MEC está aprovando os mesmos, pois faço parte dos avaliadores do MEC e nenhum curso é autorizado sem a devida avaliação;
c) Por que a discriminação com o curso de EaD na graduação no Serviço Social, sendo que a mais de quatro anos o CFESS e a UnB promovem um curso de EaD em pós-graduação?
As respostas:
a) temos alguns indicativos de situações que estão ocorrendo…”
b) “… se o MEC aprova é problema dele, nós somos contra…”;
c) ” uma coisa é a graduação, profissionais que ainda não são formados, outra é a pós-graduação que são profissionais formados…”
CONCLUSÃO - casa de ferreiro….
Os nossos representantes, contraditoriamente ao que tanto se incentiva para os nossos alunos e profissionais, julgaram, condenaram e agora estão convocando toda a categoria a aderir um processo de negação com base em “boatos” (indicativos…), e pior com base em situações episódicas. Não sei vocês mas isso é claro, se você não conhece um determinado fenômeno, não faz uma investigação e não apresenta dados consistentes, só tem um nome, PRÉ-CONCEITO, isso sim é ante ético. Se falou muito sobre qualidade, se é assim vamos por na mesa a “qualidade” dos cursos de presenciais? Como dizer que não há ética e qualidade na formação em EaD se ainda não há profissionais formados? Fala-se de precarização do ensino e da privatização da formação profissional, no auditório do evento, solicitei para que os presentes, cerca de 100 pessoas, que levantasse a mão que estava, ou havia se formado em Serviço social numa faculdade pública. Não preciso dizer que só “meia dúzia” levantou a mão... Ora, se não fosse a iniciativa privada, não teríamos nem a metade dos profissionais que temos hoje. Com isso não estou dizendo que aprovo esse processo, mas essa “denuncia” é vazia e sem sentido num país que têm só 10% no ensino superior. Temos que trabalhar com a nossa realidade, e dar qualidade ao que existe.
Vamos mudar a retórica bem como as ações. A EaD é uma estratégia, tanto para graduação como pós-graduação, não há diferença no tocante a análise pedagógica.
Estamos no século XXI, as relações sociais não estão sendo substituídas pelas máquinas, mas as tecnologias estão permitindo gerar novas formas de interação social, a EaD é uma destas possibilidades.
Vamos ficar espertos/as quanto ao que se tem escrito e as convocações sem fundamentação de nossos representantes, vamos exigir mais qualidade destas representações.
Em tempo, devemos exaltar e parabenizar o CFESS pela campanha de abertura do concurso no INSS, no referido evento foi lido um documento que confirma o concurso com cerca de 1.400 vagas. Ao meu ver esse sim é o papel do CFESS, ou uma outra campanha, que creio seria melhor e mais adequado do que sermos contra a EaD, seria o NOSSO PISO SALÁRIAL….
Um grande abraço...
Edson Marques
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 20h55
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ENQUETE

Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 00h01
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DEBATES

Na foto, Ivanete Boschetti, presidente do Conselho Federal de Serviço Social, num debate em Palmas – TO, com o tema:
Formação Acadêmica e Trabalho de Qualidade.
Por que ela odeia tanto o Serviço Social Ead?
No dia do Assistente Social, CFESS, CRESS, ABEPSS e ENESSO manifestam-se contra os Cursos de Graduação à Distância para a formação de Assistentes Sociais
O Conselho Federal de Serviço Social – CFESS; Conselhos Regionais de Serviço Social – CRESS; Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS e Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO, foram a público, mais uma vez, diga-se de passagem, para manifestar seus posicionamentos contrários à implementação de cursos de graduação à distância em Serviço Social.
Motivo: Alegam que os Cursos de Serviço Social se confrontam RADICALMENTE, com seus compromissos e princípios da formação profissional e colidem com os fundamentos, competências e habilidades estabelecidos nas Diretrizes Curriculares para o curso de Serviço Social.
Dessa forma, a mobilização se dá no sentido de pressionar o MEC contra a autorização da abertura de cursos de graduação à distância em Serviço Social.
Leia o documento na íntegra:
http://www.cfess.org.br/pdf/manifestograduacaodistancia15maio2008.pdf
Para os estudantes Ead que por acaso se entristeceram ou desanimaram com esse posicionamento das entidades, saibam:
Breve, muito breve, ainda irão olhar para trás e dizer, seja tendo que passar por todas as formas de discriminação, pré-conceito ou qualquer outra forma de humilhação ou subestimação para com a modalidade Ead, há de se chegar o dia de dizer: Eu fiz parte dessa luta histórica! Eu fiz parte da inserção e consolidação do Serviço Social à Distância no Brasil!
Isso é um processo irreversível. Notem! Mesmo havendo essa mobilização realizada pelos Conselhos a nível nacional nesta semana do Assistente Social, na qual se envolve palestras, eventos, debates, seminários, mesa redonda, e tudo mais. Mesmo que a pauta da vez seja o Ensino a Distância - Ead. Mesmo que todas as entidades relacionadas ao Serviço Social publiquem nota de repúdio, manifesto ou qualquer outro documento público contra o Ead, seja como for, no contexto geral, pode-se considerar que isso já foi um grande avanço.
Por que foi um grande avanço? Para se ter uma idéia, seja da forma rústica que foi, enfim, o Conselho Federal de Serviço Social, juntamente com os Conselhos Regionais, sentiram a necessidades desse sebate e abriu espaços para que isso fosse iniciado. Mesmo sendo em apenas em algumas regiões, como é o caso do Tocantins, onde ocorreu um grandioso debate (tem um post sobre isso logo abaixo), inclusive com a presidente do Conselho Nacional de Serviço Social, onde se pôde ao menos mostrar um pouco do que é o Ead, que, por sua vez, é uma modalidade conhecida por poucos, mas rejeitada por muitos.
Há de se abrir futuros espaços para maiores debates sobre esse tema. Há ainda principalmente de se propor uma análise e um estudo fundamentado sobre o assunto. Até porque, existem “milhões” de perguntas que não querem calar:
§ Qual foi o estudo/pesquisa realizado que apontou tantos defeitos e tantas falhas neste sistema a distância? Que indicador foi usado?
§ Qual a base que entidades tão bem conceituadas e respaldadas têm para se posicionarem RADICALMENTE contra ao Ead? São os princípios da formação profissional? Diretrizes curriculares? O que se faz pensar que o Ensino a Distância não segue princípios e diretrizes curriculares? Como o MEC aprovaria um curso fora das diretrizes?
§ Quais métodos foram usados pelas entidades para avaliarem com tanta propriedade (ao ponto de uma manifestação em conjunto) o Projeto Pedagógico dessas Universidades que oferecem o curso de Serviço Social a distância? Será que ao menos elas conhecem esses projetos pedagógicos?
§ Esse posicionamento contrário das entidades tem a ver com a precarização da profissão? Ou seria pelo receio da maior concorrência no mercado de trabalho?
§ Porque as entidades contrárias ao ead, em sua maioria, são contra o exame de proficiência? Pelo fato do exame não resolver o problema e apenas retardar o ingresso dos profissionais, além de gerar custos para os Conselhos (como colocou a presidente do Conselho Federal)? Ou seria receio de algumas Assistentes Sociais já registradas nos CRESS não passarem na prova?
§ Se fala tanto no Código de Ética... Porque não se tem ética quando se trata das falácias sobre algo pré conceituado e precocemente taxado como inviável e prejudicial como é o caso do ead? ? Porque não se tem ética quando se julga algo ou levanta falso daquilo que nem ao menos se conhece de fato?
§ Porque o tema escolhido para as comemorações do Dia do Assistente Social foi trabalho e formação profissional e na mesma data se lançou um manifesto contrário a uma modalidade que, mesmo sendo redundante citar novamente, É DESCONHECIDO POR UMA MAIORIA DE PROFISSIONAIS QUE, PIOR DO QUE TEREM MEDO DE DESAFIAR E CONHECER O NOVO, SÃO LEVADOS POR UM PENSAMENTO CONJUNTURAL E AO MESMO TEMPO REDUCIONISTA?
Enfim! São muitos os questionamentos... Como também devem ser muitos os questionamentos das entidades. Todavia, se posicionar contrário ao desconhecido, mais do que uma manifestação de direito enquanto entidades, é sinônimo de desrespeito e demagogia àquilo tudo que a categoria preza. Não se deve rejeitar aquilo que não se conhece de fato. É preciso conhecer para somente depois intervir. Ao menos é isso que eu tenho aprendido no curso de Serviço Social a distância da Unitins... E me corrijam se estiver errada...
Feliz dia dos Assistentes Sociais! Espero que esta memorável data seja lembrada para além de um dia de manifestos e posicionamentos contrários, seja por qual razão for! Que esta data seja lembrada pelo principio de igualdade de direitos conquistados, direitos esses que todos os cidadãos e entidades têm de manifestar sua opinião, como fez o CFESS, CRESS, ABEPSS e ENESSO; e, como fez diversos estudantes, como eu, Paula, Déborah, Lílian, Ana Paula, Deise, Lucélia, Pedro, Ana Maciel, Emerson, Nice, João, Cícero, dentre outros, bem como também fizeram alguns docentes - destaque para os professores da Unitins - dos cursos à distância, que, estando indignados, subestimados e até mesmo em algumas ocasiões, humilhados, sentiram na pele a dor desse processo de absorção do “novo”, porem mesmo assim não deixaram de se posicionar e contribuir, de forma positiva e propositiva, nos diversos debates realizados nas diversas regiões do nosso país de dimensões continentais, onde, graças às tecnologias, pode-se fazer um intercâmbio, contato, bem como encurtamento das distâncias.
Parabéns pelo Dia dos Assistentes Sociais!
Como diz o lema:
Serviço Social na Luta Sempre!
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 22h43
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DEBATE

Acadêmicos da primeira turma de Serviço Social à distância comungam de uma mesma dor:
A DOR DA DISCRIMINAÇÃO E DO REPÚDIO DE ALGUNS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO SOCIAL QUANDO SE TRATA DE SE DISPONIBILIZAREM PARA SUPERVISIONAR UM ESTUDANTE TELE-PRESECIAL NO PROCESSO DE ESTÁGIO.
Através de e-mails e mensagens que tenho recebido via digital, vozes da Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Piauí, Maranhão, Rio de Janeiro, enfim, comungam de uma só dor: A dor do preconceito contra alunos Ead.
Nota-se que a maioria dos estudantes à distância tem levado um “NÃO” de Assistentes Sociais quando sondam com esses uma suposta orientação e/ou campo para estágio. Têm-se informações de que alguns profissionais do Serviço Social estão se organizando e se reunindo para não receber estagiários Ead. Alguns alegam que não concordam com as normas da Unitins, outros dizem não concordar com o processo de estágio ou mesmo com o conteúdo do curso Ead ou apenas repudiam a modalidade sem mais explicações!
São desculpas das mais diversas. Isso, porque de acordo com a Lei que regulamenta a profissão, os Assistentes Sociais não são obrigados a supervisionar alunos em estágios, mas nem por isso, pode-se lançar mão desse direito para de alguma forma discriminar ou subestimar estudantes pelo simples fato desses cursarem uma modalidade diferente.
É impressionante que uma profissão que tem por primazia a inclusão social, não possa colaborar com essa inclusão na área da educação. O que pensam os profissionais do Serviço Social quando se opõem a orientar um aluno pelo fato dele ser do ensino à distância? Quer dizer então que quem não dispõe de muito tempo ou quem não tem dinheiro suficiente ou mesmo mora longe das grandes cidades que têm faculdades presenciais não pode estudar?
Além de preocupante, essa realidade é triste, essa realidade dói! Eu pessoalmente quero declarar aqui que sinto muito por todos que têm enfrentado esse tipo de resistência e menosprezo. E reafirmo: estou NA LUTA COM TODOS VOCÊS!
Na oportunidade, mesmo como forma de um mínimo conforto que seja, quero compartilhar uma vitória minha com vocês:
Fiz o concurso público para estagiário com remuneração no Fórum, mais especificamente na CEPEMA – Central de Penas e Medidas Alternativas, de cerca de 80 candidatos entre presencias e uma minoria tele-presencial dos cursos de Serviço Social, Direito e Psicologia, apenas eu; notem, apenas eu, ESTUDANTE EAD, passei do curso de Serviço Social. São em processos assim, que não se consegue enxergar a mínima discrepância entre um acadêmico presencial ou telepresencial. Somos todos iguais, mas com uma diferença: o compromisso de cada um.
Dessa forma, cabe aqui uma reflexão:
Não é a modalidade (presencial ou tele-presencial) que faz os alunos. E sim o interesse de cada um desses estudantes pelo curso que faz!
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 23h07
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EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA OU SEM DISTÂNCIA?
ESCRITO PELO PROFESSOR JOÃO NUNES, O ARTIGO ABAIXO É DE SUMA IMPORTÂNCIA E COMUNGA COM O INTERESSE DA MAIORIA DOS LEITORES DESTE BLOG.
Educação à distância ou sem distância?
João Nunes da Silva, Mestre em Sociologia e especialista em Metodologias e linguagens em EAD, professor da Unitins. Jnunes7@uol.com.br
“Os computadores são professores do futuro.Mas cuidado! Não fazem nada se não tiverem um bom professor ao lado, emprenhando-os de idéias” (Darcy Ribeiro, em Confissões)
Inicio este artigo com esse título para tratar da educação à distância, ou EAD. Esse termo, acredito, não corresponde, até mesmo porque trata-se de um tipo de sistema de ensino e aprendizagem que, decididamente, encurta as distancias.
Não é de hoje que se têm formas de educação, cuja característica central é o fato de permitir ao estudante um processo de aprendizagem sem necessariamente exigir a presença exclusiva do estudante numa sala de aula com todo o rigor já conhecido por todos. Quem não conhece o Sistema do Instituto Universal brasileiro? Esse Instituto tem desenvolvido uma metodologia de ensino baseado em apostilas ou cadernos de conteúdos e instrumentos profissionais os quais são enviados pelo Correio para as residências dos diversos cantos do País.
Igualmente, outras formas de ensino desenvolvidas por meio de rádios e de televisão não são de hoje: telecursos, programas de educaçao radiofônicas, entre outros. Atualmente o sistema de Educação a distancia vem ganhando cada vem mais espaços e, por sua vez, atraindo um grande contingente de estudantes; trata-se da Educação telepresencial e online, principalmente de Ensino Superior, tanto de graduação como de pós graduação.
Já é possível fazer mestrado a distancia, como é o caso da Uned – Universidade de Educação a distancia da Espanha, que oferece vários cursos de graduação e de pós. Em vários países já encontramos uma variedade de escolas e universidades que desenvolvem a educação a distancia, por meio de sistemas que incluem a Internet, apostilas, televisão e rádio, cds, dvds.
Nesse sistema de Educação a distancia as aulas tanto podem ser telepresenciais, como também serem gravadas e veiculadas pela Internet, ou outra forma de mídia eletrônica.
Procura-se cada vez mais o aprimoramento do sistema no sentido de integrar todas as formas de mídias existentes para favorecer a comodidade, a eficiência e a qualidade no que diz respeito à educação.
O principal atrativo para esse tipo de educação é, sem dúvida, o fato de poder estudar sem precisar freqüentar diariamente uma sala de aula. São vários os motivos pelos quais uma grande quantidade de estudantes se destina a estudar por meio do sistema EAD. Podemos citar, por exemplo: a) não precisar sair de casa, b) preços mais baixos das mensalidades, c) flexibilidade quanto ao tempo ou horário para os estudos, d) orientação continua dos professores e equipe de profissionais para atendimento via e-mails, chats, fóruns, interatividade por meio de perguntas e repostas via ou telefone sistema de atendimento virtual com programas específicos. São, portanto, vantagens oferecidas que se apresentam praticamente impossíveis de serem recusadas.
Mas, evidentemente, que, assim como acontece no sistema presencial, problemas existem, bem como, criticas não faltam. Acontece, porém, que a educação como um todo precisa ser melhorada; isso não só no Brasil, mas em vários paises, especialmente os do chamado Terceiro Mundo.
As criticas quanto à educação no sistema a distancia se colocam, em grande medida, em função do rápido crescimento e da massificação, uma vez que um grande contingente de pessoas são atraídas pela EAD muito mais pela comodidade do que pela aprendizagem e o conhecimento de fato. Em outros termos, estou me referindo a uma educação mercantilizada, conforme denunciam os mais críticos.
Não deixa de ser verdade, em parte, criticas desse tipo; digo em parte pelo fato de se perceber a existência de um grande número de instituições de ensino superior que se constituem muito mais como uma empresa comercial de educação do que preocupada como uma educação de fato, voltada para propiciar o senso critico, a reflexão e a capacidade de discussão. Tal fato não acontece somente em casos da EAD, mas em grande parte de faculdades particulares. Assim, podemos inferir que a questão não é o ensino a distancia, mas a educação como um todo, isto é, como se concebe e se trata a educação.
Vejo, de forma geral, que é necessário esclarecer alguns mitos que, por sua vez, surgem na discussão em torno da EAD. Destaco pelo menos três grandes mitos: 1) acreditar que a educação a distancia vai acabar com a presencial, 2) ver na educação a distancia uma um sistema sem qualidade, e 3), acreditar que a educação a distancia pode isolar muito mais o estudante em relação ao demais e afastar qualquer possibilidade de conhecimento.
São mitos os destacados anteriormente até mesmo porque na educação presencial o fenômeno da massificação, especialmente com o crescimento das faculdades particulares, tem levado determinadas pessoas a terem a educação como um verdadeiro comercio, a ponto de uma pessoa passar num vestibular sem saber ler, como já foi constatado em uma das faculdades no Rio de Janeiro, há pouco tempo atrás. Desta feita, não é por ser EAD que não possui qualidade.
Acreditar que a EAD vai acabar com a presencial é, no mínimo, uma ingenuidade; isto porque EAD tem seu lugar em função das demandas da sociedade e das diversas realidades onde uma boa parte dos municípios não possuem faculdades presenciais, o que obriga uma grande quantidade de jovens deixarem suas cidades para estudarem nas capitais, onde se concentra a maior parte das instituições de ensino superior.
Quanto a acreditar que a educação a distancia pode isolar muito mais o estudante em relação ao demais e não propiciar condições para o conhecimento, isto não corresponde, tendo em vista que, se analisarmos minuciosamente, a educação a distancia, feita com responsabilidade e comprometida com o conhecimento critico e reflexivo, pode propiciar uma aproximação muito maior dos estudantes por meio de interações propiciadas pela plataforma EAD, como fóruns, chats, e-mails, grupos de discussão, blogs, entre outras possibilidades, que permitem uma constante interação.
A ausência física na EAD não é razão para afastar, mas sim para aproximar muito mais, visto que a comunicação se dá de diversas formas e em qualquer momento. A formação de grupos de discussão, por exemplo, facilita bastante a vida dos estudantes para um maior aproveitamento da matéria. Por outro lado, têm-se exemplos de discussões presenciais, isto por meio de encontros combinados, palestras e teleconferências.
No Tocantins, destacamos o modelo de educação a distancia desenvolvido pela Unitins por meio do sistema telepresencial, ambiental virtual de aprendizagem –AVA – que congrega diversas mídias: vídeos, textos, tv, além de material didático apostilado e da equipe de três professores para cada disciplina, formada por mestres e doutores em sua maioria; isto permite uma educação que oferece qualidade de fato e um maior aproveitamento por parte do estudante que quer aprender de verdade.Esse modelo de educação se estende às diversas regiões do país.
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Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 11h11
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